A SHL Logística completou no mês de Abril de 2018 seus 13 anos. Audrey Slomp e Roberto Rigon Hoffmann fundadores da empresa, contam como iniciaram seus trabalhos no ramo da logística, voltado para o público de e-commerce.

1. Como ocorreu a tomada de decisão que inaugurou a SHL?

Audrey: Nós éramos jovens, tínhamos um desafio pessoal e na época (2005), cada um trabalhava em empresas distintas – Roberto na área de engenharia e eu na área de logística.
Nós tivemos a oportunidade de, somando nossas experiências, iniciar o desenvolvimento de um sistema e um processo mais automatizado para gerir um centro de distribuições, com capacidade mais abrangente e mais versátil para as necessidades de um novo mercado que estava desatendido. O desenvolvimento deste sistema e a aplicação dele na prática foram as bases que construíram a SHL, permitindo que o sistema pudesse ser franqueado, como ocorre atualmente.

Roberto: Notamos uma grande carência no segmento. O marco divisor foi a vontade de fazer algo diferente, de propor uma inovação tecnológica dentro do ramo de logística para pequenas e médias empresas. Somando nossos conhecimentos, revelamos uma interessante sinergia profissional.

2. Vocês acham que a maior dificuldade no início foi operacional ou foi aperfeiçoar a plataforma WMS para esse novo mercado?

Roberto: Acredito que os dois fatores. Desenvolver uma ferramenta do zero foi um grande desafio, mas também um grande diferencial no início da nossa operação, somado ao desafio ligado ao objetivo de desenvolver sistemas que concedessem ao usuário o menor esforço logístico possível e uma eficiência operacional muito maior.

3. O que vocês trazem da vivência operacional para os dias atuais?

Roberto: Acredito que o conhecimento prático é fundamental para você desenvolver um negócio, nos mínimos detalhes. Grande parte do nosso sucesso hoje, é porque conhecemos toda a operação. Eu e a Audrey durante muitos anos executamos as tarefas, planejamos juntos, enxergamos as necessidades e as principais dificuldades. Transpor essas barreiras, e planejar para que fosse propagado de uma maneira mais saudável para novos negócios de outras empresas. Então o fato de termos trabalhado com uma gama grande de produtos no armazém, e ter vivido isso, nos dá um conhecimento bastante abrangente.

4. O que levou ao foco na logística para e-commerce?

Audrey: Em 2007 tivemos a primeira demanda de uma empresa de cosméticos da Argentina, que estava começando a operar e-commerce no Brasil. Foi a primeira vez que pudemos perceber que o e-commerce seria algo cada vez mais crescente a partir dali. Porém, os sistemas WMS da época não eram voltados para a dinâmica deste mercado. O Roberto sempre pensou em produtos mais tecnológicos, e isso favoreceu o mercado de e-commerce, que normalmente são empresas mais dinâmicas e com mais rotatividade, que precisam dessa ferramenta mais tecnológica em comparação àquelas direcionadas para a logística antiga, menos flexível.

Roberto: O e-commerce é muito mais sensível e dinâmico, desde o relacionamento com o cliente à disponibilidade do produto, então passa-se a ter uma exigência muito maior em relação à sua eficiência.
Nossos serviços se alinhavam com estas necessidades. Pegamos bem a parte inicial deste crescimento. Foi uma oportunidade agarrada.

5. Quais são os serviços que a SHL oferece hoje?

Audrey: Os centros de fulfillment oferecem o serviço de Logística Compartilhada, ou terceirização logística, onde diversas empresas compartilham a mesma estrutura operacional e tecnológica de armazenagem e separação de pedidos, segundo o método e sistema SHL.
Temos também um serviço chamado Logística Promocional, especial para empresas B2B que precisam distribuir produtos ou materiais para uma rede, canais de venda, lojas, pontos de atendimento, etc. Trata-se do serviço de logística compartilhada ou in loco, adicionado à uma segunda plataforma da SHL, o e-Shop, uma interface de vendas que conecta esses canais ao estoque disponível no armazém, personalizando a distribuição de acordo com o tamanho da loja, sua capacidade, região, saldo para compras, etc, tornando a logística muito mais fácil, inteligente e econômica.

Roberto: Logística In Loco é a aplicação do sistema SHL na própria infraestrutura do cliente. Desta forma, o cliente terá disponível o mesmo know-how que há em um centro de fulfillment SHL para executar sua operação com maior dinamismo e assertividade, além de gerar economias indiretas. A solução in loco está pautada principalmente na escalabilidade do negócio.

6. A SHL está há 2 anos no mercado de franquias. Por que o empresário deveria pensar em investir em um centro de fulfillment SHL?

Audrey: É um mercado em plena ascensão e em plena transformação. Sempre será necessário movimentar produtos. A logística é um processo interminável. Portanto, é um negócio que, quando estabelecido, se torna totalmente sustentável e escalável.

7. Quais são as vantagens para o cliente operar sua logística em um dos centros de fulfillment da SHL?

Audrey: Compartilhamento de estrutura logística, que gera redução de custos fixos e com pessoal. Preços mais acessíveis na compra de insumos, o que reduz o custo do pedido. Permitir que o empresário coloque foco no corebusiness no negócio, e não precise se especializar na parte operacional. Também é vantagem importante o aumento dos níveis de serviço e eficiência operacional, perante o dia a dia de vendas e perante a visão do cliente.

Roberto: Outras vantagens são permitir a ampliação da capacidade de expedição, em épocas de pico de vendas, garantindo assim atendimento controlado, sem problemas de atrasos, bastante frequentes em datas promocionais. Ocorre também a melhora do controle sobre estoque e pedidos, pois o sistema oferece diversas informações e funções ao usuário. Resumidamente, a vantagem é contar com uma empresa parceira, que dará suporte pleno em toda a parte operacional.

8. Como vocês veem a SHL daqui há 13 anos?

Roberto: Um longo prazo pela frente, mas a expectativa é que a SHL continue a ser uma empresa saudável, sendo ferramenta para um futuro melhor para todos através de um crescimento progressivo, multidirecional e coletivo.

Audrey: Enxergo uma empresa totalmente sustentável nos âmbitos social, ambiental, econômico, cultural e tecnológico. Estamos trabalhando hoje com esta visão de futuro. Estes são nossos desafios, e então, nossas metas.